Comprar carro de locadora: o barato pode sair caro $$$$

 

Alguma vez você saiu para procurar um carro a e se deparou com um vendedor lhe oferecendo um carro que era de locação? Geralmente carros com baixíssima quilometragem e com um ou dois anos de uso no máximo e, porque não, preços bem atrativos.

 

 

É tentador, já que em uma rápida olhada tudo está perfeitamente cuidado e ao que tudo indica o ouve zelo. Nunca é demais tomar cuidado e fazer uma verificação afundo quando adquirir seu veículo, ninguém gosta de dor de cabeça depois da compra de um bem tão caro.

Hoje é muito comum as empresas terceirizar suas frotas jogando a responsabilidade de manutenção para uma empresa especialista, deixando apenas afazeres básicos por conta do (geralmente) condutor. As empresas perceberam que custa mais barato fazer isso, e além do mais, aprenderam a focar no seu negócio, terceirizando o que não é primordial para “girar a máquina”.

As companhias de locação por sua vez, não ficam muito tempo com o veículo, baseando-se em estatísticas de manutenção, aliado com incentivos fiscais para frotistas, torna-se vantajoso a troca freqüente destes carros, mantendo frotas sempre novas, de preferência em período coberto pela garantia e sem necessidade de manutenção.

Estes veículos vão parar em garagens, ou em feirões, seu preço é atraente perante demais concorrentes na praça. Porém, às vezes o barato pode sair caro:

 

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Caso 1

Após uma consultoria em uma grande empresa no Brasil da área de logística, pude perceber como são tratados os veículos desta enorme companhia multinacional, com sede no Brasil distribuidora de alimentos e bebidas. Esta companhia faz uso de veículos de aluguel para os funcionários, tanto para representantes de vendas quanto para entregadores com furgões. No Brasil, mais de 1.800 veículos estão locados para esta empresa no momento.

Foi percebido que os veículos estavam em estado lastimável, uma cena nada agradável para quem geralmente é zeloso com carros, como a maioria de nós. Ao pegar um dos carros para fazer uma visita, um gol 2011, percebi que a luz do óleo estava acessa, rapidamente o desliguei e avisei o responsável, ele me disse que já estava acessa a duas semanas e ele iria dar uma olhada no fim do dia.

Apesar de receoso, saí com o veículo mesmo assim. O carro estava extremamente fora de alinhamento e fazia um barulho estranho no motor. Após um dia na rua com ele, o deixei no pátio e voltei a falar com o responsável para fazer uma verificação; o rapaz me alertou que este carro ia ser trocado logo e não precisaria se preocupar.

Foi então que descobri que os carros são usados e simplesmente são substituídos na operadora quando qualquer eventualidade ocorrer, ou seja, o veículo é entregue na companhia locatária e um novo carro, zero quilometro é recebido.

Este gol estava com 23 mil quilômetros e nunca foi trocado o óleo, nem completado seu nível no posto, pegou-se zero, andou e andou e andou. Este fato, da troca de óleo, fez-me questionar a respeito dos termos e compromissos da garantia destes carros com a fabricante.

Caso 2

No Sul do país, algumas companhias de energia elétrica, possuíam em sua frota, entre outros veículos, Bandeirantes e Defender 90s. Anos mais tarde, devido ao preço da manutenção dos ingleses e a descontinuidade do Jipão Bandandeirante, Toyotas Hilux tomaram lugar. Atualmente a quantidade de veículos movidos à diesel, com seus chassis reforçados, deram lugar a outra leva de veículos mais baratos: Gols e Unos. Da onde? Empresas de locação.

Veículos 4×4 ainda fazem parte do quadro devido à necessidade de manutenção em locais mais remotos, porém estradas ruins, erosões, enxurradas, agora também são sempre vencidas pelos pequenos populares.

“Não dá manutenção?” – perguntei, “Não sei, não é nosso” – responde o supervisor de operações, as estradas trafegadas pelos vendedores são as piores possíveis. “Não existe tempo ruim” relatou-me um dos condutores. Todos os veículos são substituídos em no máximo um ano.

Isso mostra-nos que devemos ter cuidado com os veículos usados que compramos, e não nos deixar enganar pela baixa quilometragem.

 

Por Rodrigo Linhares

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